domingo, 6 de junho de 2010

Stormy day @Longwood



E aqui está um agradável início de tarde pela zona de Longwood, onde se encontram os principais centros médicos de Boston (Brigham and Women's, Children's Hospital, Beth Israel, Dana-Farber Cancer Institute, Harvard Medical School)... é um bocadinho surreal ver estes sítios de perto, não apenas no meu imaginário médico! Já para não falar nos centros de investigação associados, que tem uma escala que não é comparável...

Infelizmente o nosso passeio foi interrompido por duas vezes pela tempestade, e a sério! Começam a ficar umas nuvens escuras, vem um ventito, e depois começa a chover torrencialmente, e de uma forma tão súbita, que não dá mesmo tempo para se encontrar um abrigo em condições :) E aqui fica o registo fotográfico de uma bostonian thunderstorm!

(aqui está o "T" depois de ter sido desencalhado,
ainda com alguns rancos de árvores em cima)




(Fenway Park, depois da tempestade!)

soaked squirrel :)

[E assim uma tarde no cinema parece sem dúvida uma opção bem mais aprazível]

sábado, 5 de junho de 2010

*inaugural speech


In the long history of the world, only a few generations have been granted the role of defending freedom in its hour of maximum danger. I do not shrink from this responsibility - I welcome it.

I do not believe that any of us would exchange places with any other people or any other generation. The energy, the faith, the devotion which we bring to this endeavour will light our country and all who serve it. And the glow from that fire can truly light the world.


And so, my fellow Americans,
ask not what your country can do for you;
ask what you can do for your country.

My fellow citizens of the world,
ask not what America will do for you,
but what, together, we can do for the freedom of man.

[JFK´s inaugural speech, Washington, January 1961]

Cambridge River Festival

Depois de uma semana de trabalho bastante intensiva, finalmente um fim de semana para conhecer um bocadinho da cidade - começando pelo Cambridge River Festival.


É-me um pouco difícil descrever este festival, mas lembro-me logo dos festivais de verão mais relaxados (como o Andanças) como termo de comparação. Durante um dia, nas margens do Charles River, são montadas múltiplas barracas com artesanato, roupas e, na hora de almoço, world food (thank you Dunkin Donuts for the free iced coffee!). Para além disso, encontram-se pelo caminho várias mesas de ONGs (e ainda campanhas para inclusão em bases de dadores de medula óssea, associações para portecção dos animais, voluntariado de todo o tipo).

A animação é garantida por pequenos concertos que há ao longo do percurso, mas também por estes exemplares de veículos bastante sui generis (fishcar e fishbike), grupos de pessoas a dançar hula-hoop e uma jukebox movida a energia humana (basta pedalar!)



Mas o que eu achei mesmo mais giro foi que imensas famílias estavam lá com os miúdos, que obviamente estavam deliciados com tudo aquilo - e havia mesmo uma secção só para eles, com uma piscina de pétalas de rosas para brincar, uma máquina de fazer bolas de sabão gigante e uma sala de jantar inspirada na da Alice do L. Carroll :)



(wish I was 5 again)

Downtown & Finnancial District

(ou como caminhar de Somerville a Cambridge e à downtown de Boston sem usar um único transporte público)

on our walk fram Cambridge to the Boston's downtown



Boston Common - o parque da cidade
(e com esquilos... os esquilos são muito importantes! :)


a caminho do aquário

um arancino para o lanche!

de regresso a Newbury St

Cheesecake Factory

eu nunca fui uma pessoa de bolos
(*mas depois de hoje, isso pode estar para mudar)


Mrs. Evelyn Overton começou por cozinhar cheesecakes para os miúdos, depois para pequenos restaurantes em Detroit, e em 1071 abriu a primeira Cheesecake Factory em LA, com uns modestos 70 m2. Criou mais de 20 variedades de cheesecakes e outras sobremesas.
Os miúdos (os mesmos que comiam cheesecake caseiro) pegaram no negócio no final da década de 70 e ofereceram aos seus clientes uma experiência que tão cedo não esqueceriam - porções generosas de cheesecake americano, menus criativos e um ambiente acolhedor e confortável.

[30 anos depois a Cheesecale Factory
tem mais de 150 sucursais nos EUA
(e terá provavelmente ultrapassado os
mais wildest dreams da Mrs. Overton]
Um dos meus sítios preferidos da cidade
os skyscrapers espelhados no lago desenhado pelo I.M. Pei
(e sim, as obras dele são igualmente brilhantes, o Atlântico de permeio é um pormenor)o lugar perfeito para ouvir a cidade a adormecer
e para ver o despertar das luzes

(eu e o Zé a descansar do dia de exploração da cidade :)

[and I really, really meant it]

[ou carta às amigas]


(...)
e ao fim do dia fomos ao largo perto do Prudential, do espelho de água...

estávamos tão cansados de caminhar, ficamos apenas deitados no chão, não sei exactamente quanto tempo, a admirar aqueles skyscrapers impressionantes enquanto anoitecia...

raios, acho que nunca vou crescer na vida - sempre que me meto numa volta destas digo que é a última (desta é que é de vez, eu prometo a mim própria, e a quem quiser ouvir, como todos os viciados de vontade fraca - que cada vez me custa mais partir, já não tenho idade para estas coisas, estou em idade de comprar um casa e arranjar um rancho de miúdos, e não de andar a passear pelo mundo com o ar maravilhado de uma backpacker de 15 anos a cumprir o seu ideal romântico de inter-rail)

mas depois é tão BOM sempre que roubo um tempo ao tempo, tão completa esta sensação de liberdade - uma liberdade à minha volta é certo, de ter uma cidade nova por descobrir, de me testar de novo sozinha, de experimentar novas incursões artísticas, culinárias, culturais, de ter a necessidade de conhecer pessoas, criar novos laços, perder barreiras, de dar espaço à aventura,
(mas também a liberdade de me afastar de mim própria, de resgatar os meus sonhos, de ter todo o espaço do mundo para me reescrever, de caminhar pelas ruas de uma cidade nova nesse autismo de quem apenas (se) quer sentir)

Sem, desta é que é de vez
mas depois é tão bom que tenho sérias dúvidas sobre a minha capacidade de algum dia deixar de querer descalçar os meus sapatos, sentir a erva debaixo dos pés, nem que por um mês, e ficar deitada no chão a ver a noite a cair sobre a skyline de uma cidade qualquer, como se fosse uma pessoa completamente nova, sem passado, sem futuro, a falar sobre a minha vida como se conhecesse desde sempre pessoas que afinal mal conheço.

(e isto só é bom quando existem braços que nos esperam, e podemos chamar casa a esse lugar)

miss you | wish you were there | we should come to the states together, definetely